O antídoto para o veneno da serpente

 
Uma criança que tem uma doença grave toma o remédio prescrito pelo médico porque seus pais lhe dão para tomar; se os pais, por algum motivo, deixar de dar aquele remédio a criança sozinha não toma; isso acontece por que ela ainda não entende que, naquele momento, sua vida depende daquele tratamento.
 
Algumas vezes, com os adultos, acontece algo semelhante. Muitos alcoólatras, por exemplo, só empenham esforço para deixar o vício quando ouvem um médico dizer que, caso contrário, lhes restam pouco tempo de vida; isso acontece porque, igualmente a criança que ainda não entende a razão daquele tratamento, eles ainda não haviam compreendido a gravidade do vício.
 
Na tentativa de entender a vida, o homem (ser humano) tem tentado encontrar respostas para algumas perguntas, e as mais importantes delas talvez sejam: por que nascemos, envelhecemos e morremos? Por que a morte causa tanta dor? Qual será o nosso destino depois de tudo isso?
É justamente neste quesito que está o dilema maior da vida. A morte, apesar de extremamente dolorosa, é algo tão presente no nosso cotidiano que chega a ser uma ameaça quase constante.
 
O homem nunca se conformou, nem jamais se conformará, com a morte. E não poderia ser diferente; ela, mais cedo ou mais tarde, põe fim em todas as relações humanas. Parece ironia, mas o acontecimento que o homem menos deseja para a sua vida é exatamente o que ele espera com 100% de certeza. Certa vez o cantor Bono Vox, da banda U2, disse: Os dois acontecimentos mais importantes na vida do homem são justamente os que ele não tem nenhum controle. Ele se referia ao nascimento e a morte.
 
O maior sonho da humanidade é, sem dúvida, a imortalidade. Quando os pais envelhecem, seus filhos fazem de tudo para prolongar os seus dias, cuidam bem até o último minuto, tudo para prolongar a vida. Existem pessoas que pagam caro para congelarem seus corpos na esperança de um dia a ciência descobrir um meio de superar esse vilão e assim terem suas vidas de volta em algum momento no futuro. Alguns têm tanta vontade de viver eternamente que chegam a criar uma verdadeira lenda em torno de si para que, pelo menos seus nomes, não caiam no esquecimento pelas gerações futuras.
 
O cantor Michael Jackson, por exemplo, construiu uma mansão inspirada no personagem Peter Pan (um garoto que nunca envelhece) tamanha era a sua admiração pela juventude. Por que isso? Por que o homem teme tanto a morte? Embora pareça irônica a resposta para isso é que o homem não foi criado para morrer; a morte é consequência de uma postura equivocada e perigosa que o homem veio a tomar para si.
 
Existem duas versões básicas sobre a origem do homem, uma é a apresentada pela ciência, conhecida como “teoria da evolução”, e a outra é a versão apresentada pela Bíblia, no livro de B`reshit (Gênesis), chamada “criação”, que coloca Adão e sua companheira Eva, como nosso ancestral comum. Aqui vou falar sobre a segunda opção, ou seja, a versão apresentada pela Bíblia.
 
Você pode estar pensando: ora, a Bíblia! Já estou cansado de ouvir essa história que parece mais com uma lenda do que uma história real. Pois é, você não é o único a pensar desse modo. Assim como a teoria da evolução, que como o próprio nome sugere, está construída basicamente sobre teorias e hipóteses, já foi sugerido, até mesmo por teólogos, que a história do ancestral Adão é um conto inventado pelos antigos israelitas. No entanto, eu sugiro a você estudar um pouco sobre alguns achados arqueológicos dos últimos séculos; embora, pouca coisa haja em língua portuguesa sobre esse assunto, alguns livros já reproduzem, em nossa língua, alguns relatos sobre esses fatos.
 
A arqueologia bíblica tem mostrado que a história de Adão e Eva, como ponto de partida da humanidade, por mais estranha que pareça ser, está longe de ser uma invenção de Moisés, dos israelitas ou dos antigos povos da Mesopotâmia, pois inúmeras referências a eles já foram encontradas em tabletes cuneiformes de diferentes culturas e civilizações em diferentes pontos do planeta.
O arqueólogo Rodrigo P. Silva é um dos que já viram de perto alguns desses achados e fala um pouco sobre eles em seu livro “Escavando A Verdade” (2ª edição, páginas 45-51).
 
Tendo como ponto de partida a história desse ancestral comum (Adão) podemos entender melhor o porquê de toda essa problemática que tanto nos causa temor e dor: a morte. É dito na Bíblia que Elohim (Deus) criou o homem a sua imagem e semelhança e a ele sujeitou todos os seres vivos (B`reshit/Gênesis 1:26-28). O homem era incorruptível, ou seja, tinha um corpo perfeito que refletia a gloria de Elohim; não estava sujeito à doença, envelhecimento e morte, e se alimentava com um alimento especial que lhe garantia a longevidade: a “Árvore da Vida”, sobre a qual falarei mais adiante. No entanto, para manter-se nessa condição, era exigido dele a obediência ao seu Criador, afinal de contas, ninguém sabe mais o que é melhor para a criatura do que aquele que a criou; é assim até mesmo na nossa conhecida indústria, onde o fabricante indica, através de um manual, a melhor forma de lidar com o produto fabricado, pois quem fabrica sabe melhor do que ninguém aquilo que fez.
Porém, o homem preferiu não submeter-se exclusivamente aos cuidados do seu Criador e deixou levar-se pela voz de outro ser inteligente, muito antes criado, e por isso dotado de muito conhecimento e muitas estratégias e argumentos, mas que, justamente por não aceitar prestar obediência, tornou-se o maior opositor, tanto do Criador quanto da criação. Essa criatura é chamada pelas Escrituras de Satanás, o qual é apresentado também como a “antiga serpente.”
 
Tornar-se-ia algo muito complicado um ser (o homem) desobediente, cheio de razão (Gênesis 3:12-13), corrompido, porém, muito inteligente, continuar possuidor de uma vida eterna.
 
(Gênesis 6:5) E viu o SENHOR que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente.
 
Caim, matando seu irmão, é o primeiro exemplo disso (Gênesis 4:8).
 
Você já imaginou o imperador Nero, Hitler ou Sadan Hussein com certeza de que não morreriam jamais? O Criador, então, vedou ao homem o acesso à Árvore da Vida, tirando assim o direito à vida eterna (B`reshit/Gênesis 3:22). Assim, o pecado (desobediência) gerou a morte.
 
Porém, um plano para devolver ao homem o direito pleno à vida, como fora o propósito inicial, foi proposto por Adonai (O Senhor). É aí que entra a figura de Yeshua HaMashiach*, mais conhecido mundialmente como Jesus Cristo.
 
Como vimos acima, devido à desobediência (pecado) foi posto um limite para a vida do homem, mas também pela obediência esse limite pode ser retirado e o direito de viver, sem ameaça de morte, pode ser plenamente devolvido. Um homem justo (O Messias/Cristo) que em tudo foi tentado, podendo, se quisesse, fazer a sua própria vontade, preferiu obedecer exclusivamente ao querer do Criador e, por esse motivo, as Escrituras dizem que Ele não cometeu pecado, ou seja, não transgrediu (Hebreus 4:15), e assim devolveu ao homem o direito de viver que outrora fora perdido.
 
A condição inicial tornou-se possível novamente, porém, logicamente, é preciso um retorno ao Criador, a aceitação dos Seus preceitos e o reconhecimento pleno daquele (O Messias) que, como resgate*,ofereceu sua própria vida (vida por vida), mostrando que a obediência ao Criador, embora exija esforço, é algo possível.
 
Alguém agora pode perguntar: Ora, se a vida eterna está novamente disponível então por que todos ainda morrem? Acredito que as seguintes exposições sejam a resposta para essa pergunta: Elohim (Deus), em sua suprema sabedoria, não concederia a uns desfrutar antecipadamente desse direito enquanto a outros não; ou seja, não seria justo se os que nasceram antes de nós, muitos até mesmo há milênios, gozassem desse direito enquanto outros ainda nem nasceram. A respeito disso também um escritor bíblico escreveu: (Hebreus 11:40) ...para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados.
Aquele que aceita o resgate proposto por Elohim (Deus), ou seja, o sacrifício do Messias (Cristo), e a partir de então se submete à vontade de Adonai, recebe uma espécie de cheque (espiritualmente falando) que num dia determinado irá ser resgatado, dia esse que a Bíblia chama de ressurreição.
 
Além disso, segundo revela-nos as Escrituras (Bíblia) existe algo a ser analisado que, se for bem entendido, revela que essa morte que atualmente esperamos ainda não é a morte definitiva e nem tão temerosa o quanto parece ser. Por quê? Porque, nessa presente vida, todos morrem com uma esperança, até mesmo os mais incrédulos, no momento da dor, buscam conforto na possibilidade de uma vida após a morte. Uns jogam as cinzas no jardim, pois acreditam que o espírito ficará rondando por ali; outros dizem: “ele está melhor agora”; “um dia nos encontraremos novamente” e etc. Basta ir ao enterro de um jovem querido para ver que não estou falando bobagem! Enfim, todos se confortam na esperança de uma vida por vir. Só que, o que muitos não sabem, ou se sabem não acreditam, é que essa vida por vir depende do sacrifício de Yeshua HaMashiach (Jesus Cristo), o qual foi o modelo que o Criador da vida usou no dia em que trouxe à existência a espécie humana. Por isso Ele é também chamado de “O Filho do Homem” (Mateus 24:30).
 
Igualmente a criança que não entende por que tem que tomar o remédio, muitos fazem pouco caso e outros até zombam da morte e ressurreição de Cristo porque ainda não compreendem seu significado. Outros até crêem, porém, seguem o Senhor por vários motivos: tradição familiar, admiração, busca de paz, vergonha de dizer que não quer aquela fé, para ter status de “crente”, etc. más, se algum dia as coisas ficarem difíceis, deixam tudo de lado, pois a compreensão, a esse respeito, ainda é superficial. Esses, infelizmente, ainda são a maioria.
 
No Éden a antiga serpente (Satanás) lançou seu veneno (engano) sobre nossos ancestrais (Gn 3), induzindo-os à desobediência (pecado) e, a partir daí, por consequência a morte entrou no mundo. A aceitação genuína do sacrifício de Cristo é o remédio, o antídoto, que nos livra desse mal que um dia tirou dos nossos ancestrais, e por conseqüência, de nós também, o direito de viver sem passar pela horrível dor da morte. Essa foi a solução disponibilizada pelo Criador para esse problema.
Na vida vindoura os que hoje morrem no Mashiach (Messias) não mais sofrerão essa dor, porém, os que não se submeteram a Ele passarão novamente pela morte, só que, dessa vez, será mais que uma simples morte como conhecemos, será um verdadeiro tormento. E por que? Porquê nesta ocasião terá lugar a “segunda morte” da qual fala o livro de Apocalipse (Ap 20.6). Uma morte que trará o fim completo na existência do indivíduo que a receber. O tormento da certeza de não mais haver esperança. O tormento da certeza de que nunca mais poderá contemplar as maravilhas criadas pelas mãos da Majestade Celeste (ADONAI). Ele hoje permite perecer apenas o corpo, mas tem poder para fazer perecer também a alma: (Mt 10.28). Quando esse tempo chegar os que, mesmo tendo oportunidade, não aceitaram (ou fizeram pouco caso) a solução dada por Ele, passarão por esse doloroso julgamento.
 
Uma grande parcela da humanidade, inclusive entre os que creem no Messias (Cristo), tem dificuldade em entender o real significado da vinda Dele ao mundo e da Sua morte e ressurreição. Hoje em dia por toda parte se nota multidões lotando templos religiosos em busca de curas, prosperidade e milagres em nome Dele, no entanto, Ele mesmo alertou que tudo isso é secundário; a redenção é que é o mais importante – Lucas 10:20 - logo, se é o mais importante precisa ser melhor compreendida. Por falta dessa compreensão, muitos confessam ao Senhor e depois o abandona. Na verdade, embora pareça, não é algo tão fácil assim de se entender. Muitas vezes perguntei-me: como pode ser possível a vida de um só homem (o Messias/Cristo) ter legitimidade para resgatar a vida de milhões.
 
Perguntava-me também: como Satanás aceitaria que um homem (o Messias) gerado sem uma união completa entre um homem e uma mulher, ou seja, sem semente masculina (Espermatozóide) pudesse remir os demais indivíduos frutos dessa união? Suponho que alguém gerado diretamente pela intervenção divina, como foi o caso do Messias, tenha qualidades mais elevadas do que os demais homens e, assim, seria bem mais fácil para Ele passar na prova sem falhar, logo, Satanás reivindicaria que, só alguém completamente comum (nascido de pai e mãe humano) teria legitimidade para efetuar a redenção da humanidade. Somente quando obtive um entendimento maior de alguns detalhes da criação do primeiro homem, Adam (Adão), foi que pude encontrar as respostas para estas perguntas:
 
O Messias veio ao mundo, gerado no ventre de uma mulher, pelo Sopro Divino (Espírito Santo) sem a presença da semente masculina – Mateus 1:18-25. O primeiro homem, Adão, do mesmo modo, também foi criado a partir do Sopro Divino, sem intervenção humana – B`reshit/Gênesis 2:7 – e foi exatamente contra esse primeiro homem que Satanás investiu e venceu – B`reshit/Gênesis 3 – por essa razão ele não pode questionar o SENHOR que, em sua suprema sabedoria, preparou o plano perfeito, sem faltar com a justiça até mesmo com Satanás.
 
Esse entendimento respondeu-me às duas perguntas: se a morte entrou no mundo através de um só indivíduo, a lógica leva a aceitar que, basta apenas um único indivíduo para que o reparo seja efetuado. É preciso apenas que o segundo cumpra os requisitos que o primeiro falhou em cumprir. A questão fica tão clara que imediatamente vem o entendimento da razão pela qual Satanás tentou também o Messias, conforme narrado na Brit HaDashá (Novo Testamento) - Lucas 4: se o primeiro homem foi tentado e vencido o segundo também teria de ser, e se esse também fosse vencido não serviria para a obra de redenção que lhe estava confiada. Se assim acontecesse, outro meio justo de resgate teria de ser criado pelo SENHOR ou então a humanidade continuaria fadada a morte e destruição. Mas, para o nosso bem, Ele, o Messias, venceu e está à disposição daqueles que O aceitarem para lhes abrir o caminho à Árvore da Vida.
 
 
Para muitos a ressurreição parece loucura, mas, sendo assim, não seria loucura também o semelhante princípio que o Todo-Poderoso pôs sobre as sementes das plantas? Afinal, primeiro não é preciso plantar uma semente seca e aparentemente sem vida, muitas vezes guardada por anos em um depósito, a qual irá apodrecer debaixo da terra para então brotar uma grande árvore? Não fosse o fato de nós mesmos sermos testemunhas desse processo, certamente acharíamos loucura também. É como a descoberta por uma criança de que ela surgiu a partir de um espermatozóide, invisível a olho nu, que saiu do seu pai; ela só acredita porque não pode contestar o resultado disso, quando olha para si mesma e vê que seu corpo é real. Do mesmo modo, os mortos, embora fisicamente desfeitos, o DNA espiritual permanece guardado e continua vivo e, em seu tempo determinado, ressurgirá; tempo esse quando, então, receberemos vida eterna como recompensa ou novamente morte (morte eterna) como pena.
 
Alguns julgam fantasioso até mesmo o fato da Bíblia falar de uma “Árvore da Vida” (B`reshit/Gênesis 3:22) que pode manter o homem constantemente vivo. Mas, se pararmos para analisar, até mesmo na nossa atual realidade as árvores comuns, de certa forma, desempenha parcialmente esse papel, afinal, grande parte da nossa alimentação, direta ou indiretamente, vem das plantas e nos mantêm vivos; algumas até tem sido usadas pela medicina em processos de rejuvenescimento. Será que o mesmo que criou tais plantas não pode criar uma com poder maior, capaz de manter a saúde plena, evitar o envelhecimento e consequentemente a morte? Os escritos dos profetas respondem que sim:
 
(Apocalipse 22:2) “No meio da sua praça, e de um e de outro lado do rio, estava a Árvore da Vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas da árvore são para a saúde das nações”. Ver também Ezequiel 47:12.
 
É possível que esse tenha sido um dos motivos da longevidade dos primeiros homens descrita no livro de B`reshit/Gênesis, que, provavelmente, na medida em que foram distanciando-se no tempo, daquele que se alimentou dela, tiveram seus anos de vida reduzidos de forma gradativa, pois, mesmo após a determinação divina de que a vida do homem alcançaria, no máximo, 120 anos (Gênesis 6:3), segundo a Bíblia, ainda levou alguns séculos para que sua longevidade fosse reduzida a esse patamar, e isso aconteceu gradativamente.
 
Em resumo, podemos assim dizer que, para o homem, existe duas opções: Viver de acordo à sua própria vontade, sendo, de certa forma, juiz de si mesmo, ou submeter-se, aceitando assim o norte ditado pelo Criador, em seus ensinamentos.
 
A primeira opção é vista pela maior parte da humanidade como a melhor. A vida, quando governada de acordo com a vontade do indivíduo, torna- se, aparentemente, mais fácil e prazerosa, porém perigosa. A segunda opção exige certo esforço, pois a vontade do Criador nem sempre coincide com a nossa, porém, sem sombra de dúvida, é sempre a correta.
 
“O perigo existe na estrada, galhos de árvores encobrem as placas que indicam a existência do perigo”.
 
-Os galhos são os prazeres que conflitam com os preceitos do Criador.
-As placas são os Seus ensinamentos revelados nas Escrituras.
-O perigo é a pior das mortes, ou seja, a segunda morte.
 
Uns não abrem mão dos galhos por não acreditarem na existência do Criador Supremo bem como na inspiração divina das Escrituras; e assim, tudo que se diga será contestado, pois, às vezes, a esse respeito,se baseiam em quase nada para negarem quase tudo. Outros até acreditam, mas não quererem se submeter; desse modo fazem pouco caso de um direito que pode devolver-lhes a vida em um determinado momento no futuro.
 
Por isso caro leitor, se você é daqueles que sofre só em pensar que um dia vai ter que encarar a morte, tanto em você como em seus entes queridos, pare e pense um pouco, existe um mundo vindouro, mas, a vida que nele está por vir depende do Messias.
 
Se você anseia um dia alcançar vida plena e sem ameaça de morte (salvação), você precisa Dele. Qualquer outra coisa que se coloque como ponte (caminho) que leve a Deus, de acordo com as Escrituras, é falso. Contudo, não basta só acreditar, é preciso mais que isso. O próprio Messias (Cristo) disse que muitos fariam uso do nome dele para operar milagres, maravilhas e demonstrações de poder, mas, por serem desobedientes aos mandamentos de Adonai, não seriam aceitos:
 
(Mateus 7:22-23) Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.
 
A palavra “Iniquidade”, em seu original significado na língua hebraica, significa transgressão e rebeldia contra os mandamentos da Torá/Pentateuco (Instrução Divina); a passagem bíblica I João 3:4, nas traduções bíblicas mais fiéis, mostra com clareza essa realidade.
 
A busca pela obediência à palavra de Adonai é a mais importante prova de que uma pessoa é verdadeiramente discípula de Cristo. Os milagres e demonstrações de poder que ela, porventura, opere em nome Dele serve, em alguns casos, como sinal dessa realidade e da aliança com Ele, contudo, pode também, em outros casos, servir para enganar os menos atentos. Digo isso porque, como vimos acima, o próprio Messias disse que muitos iriam fazer grandes coisas em Seu nome, porém, a resposta Dele será: “Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade”.
 
Além disso, as Escrituras ainda advertem que existem também demonstrações de “poder e justiça” proveniente de outra fonte: (II Corintios 11:14-15) E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça...
 
Portanto, num mundo tão confuso e de doutrinas variadas, onde cada um julga está mais certo e saber mais do que o outro, um crivo absoluto tem que existir, essa é uma regra básica e necessária para todo aquele que decide seguir a Adonai e ao seu Messias: tudo que se diga ou faça, mesmo que seja em nome Dele, tem que está em conformidade com os princípios básicos das Escrituras (Bíblia), nelas está a linha do prumo, o crivo absoluto; senão, pode até gerar bênçãos, bem estar e prosperidade, mas o principal de tudo, ou seja, a salvação, não irá gerar.
 
(Eclesiastes 12:13) De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque este é o dever de todo homem.
 
(Apocalipse 22:14) Bem-aventurados aqueles que guardam os seus mandamentos, para que tenham direito à Árvore da Vida...
 
O homem é salvo através do Messias, mas é a obediência aos mandamentos do Criador que evidencia esse fato como uma realidade na vida dele. Pode um ladrão arrependido continuar a roubar? Ou um assassino arrependido continuar a assassinar? Não! Do contrário, esse arrependimento seria falso ou, como se diz popularmente: “apenas da boca pra fora”. “É através do fruto que se conhece a árvore”, disse o Senhor Yeshua!
 
Precisamos aprender a ler a Bíblia livres de conceitos pré-concebidos, só assim teremos condição de avaliar, biblicamente falando, as interpretações (algumas quase inquestionáveis), que nos foram tradicionalmente passadas. Precisamos entender mais profundamente o que significa fazer à vontade de Deus (vide Rm 8.7-8 e Sl 40.8), pois, “Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte” - Provérbios 14:12.
 
Nossa existência tem que honrar ao Criador, pois fomos feitos conforme a sua semelhança. Se alguém o desonra deliberadamente, praticando o que é contrário aos seus princípios, esse não poderá subsistir quando o seu reino (governo) for definitivamente estabelecido através do Seu Filho unigênito Yeshua HaMashiach (Jesus o Cristo), que é o futuro e definitivo governante da humanidade.
 
Como disse antes, muita gente tem dificuldade em entender o real significado da vinda do Messias ao mundo e da sua morte e ressurreição. Algumas pessoas afirmam crer Nele, mas acreditam que o relato sobre Adão e Eva é uma história criada. Até mesmo alguns teólogos e pastores creem dessa forma. Porém, a pessoa que diz acreditar na obra de Cristo, mas, ao mesmo tempo, não acredita na história bíblica da origem do homem, infelizmente ainda não entendeu quase nada a respeito desse assunto. Um fato está diretamente ligado ao outro, o segundo só faz sentido com a existência do primeiro.
 
Se você ainda não compreende bem isso, é hora de buscar compreender; pensar que esse dia (do julgamento e da segunda morte) ainda vai demorar a chegar é um erro. Ontem éramos crianças, hoje somos adultos, amanhã seremos velhos e morreremos. Acordar de um período longo de repouso na morte é como acordar de uma noite de sono, e como num piscar de olhos estaremos diante desse dia. A pessoa que entende isso pode ver todas as pessoas, se possível fosse, se corromperem, ainda assim ela não desiste; ela sabe que uma aliança com Yeshua HaMashiach (Jesus Cristo) é questão de vida ou morte eterna. Ele é o antídoto para o veneno da serpente.
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Como diz Provérbios 14.12, “há caminhos que levam à morte”, porém, há um só caminho que leva a vida. Disse Yeshua: “...Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” - Yochanan/João 14:6.
 
Buscai a ADONAI (Senhor) enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto - (Isaías 55:6).
 
 
 
Escrito por José Edivaldo